Pecados Confessados sem a dor


Muitos daqueles que se aproximam do Sacramento da Confissão acabam condenando-se por pecados mal confessados, por pecados desculpados, por pecados declarados sem a verdadeira dor, arrependimento e propósito de emenda. É o laço com que o satanás arrasta para o inferno a maioria desses falsos penitentes. Diz o demônio ao pecador: Peca quanto quiseres, não tenhas medo: na Confissão tudo fica perdoado! O pecador, por sua vez, persuadido desta sugestão maligna, anda continuamente do pecado para a Confissão e da Confissão para o pecado, despreocupado em se corrigir, e de grau em grau vai parar no fogo eterno. É isto que o diabo quer.

Pergunto: Sabeis quais são cinco os passos para uma boa Confissão: exame de consciência, arrependimento, propósito, declaração do poderio de Deus, satisfação? E que arrependimento quer dizer dor do coração, sincera e plena? Isto é, que não se deve pecar nem trocar Deus por coisas deste mundo: riquezas, prazeres, passeios, regalos do corpo, pais, filhos, família, amigos, e a própria vida nem que fossem umas mil vidas. Não sabeis que, para ser verdadeira, a dor do coração deve ir acompanhada do propósito, isto é, da resolução de aceitar perder tudo antes que perder a amizade de Deus e tornar a ofendê-lo; antes morrer do que pecar?

E torno a perguntar: Quantos é que vão confessar-se ao Sacerdote, ministro do perdão, com todas as disposições que ensina o Catecismo, pelo resumo das Sagradas Escrituras? – Poucos! Bem poucos! A maioria, seja lá pela quaresma ou mensalmente, saem do confessionário e logo se entregam novamente aos antigos pecados, tudo como antes, sem emenda nenhuma.

Isto equivale a ofender duplamente a Deus. Não é Sacramento. É sacrilégio, astúcia, armadilha do infernal inimigo. São confissões de futuros condenados. Confissões nulas – não duvideis.

Assim, multidões de pessoas neste mundo andam enganadas com suas confissões. Porque declararam seus pecados e ouviram as palavras da absolvição, se persuadem de estarem perdoados... Engano do demônio.

Penitentes – melhor, falsos penitentes – que repetem pecados mortais ano após ano e, muitas vezes, logo depois da Confissão, a sangue frio, com plena consciência de que são pecados repreendidos pelo Confessor e fustigados nos sermões, que provas poderão apresentar de verdadeira conversão para Deus? Como terão coragem de afirmar que estão dispostos a morrer, a perder tudo, antes que tornar a pecar?

Quase todos os cristãos morrem confessados e absolvidos, é verdade. No entanto, grande parte deles se perde. Por quê? – Já está explicado: é porque muitíssimas confissões são nulas, precisamente por falta de dor. Ausência de dor e ausência de emenda, em matéria grave, não tem remédio! Ainda que intervenha o Sumo Pontífice, com todos os seus poderes, e dê mil absolvições a esse tal pecador petrificado no mal, não haverá salvação; sem choro nem piedade cairá no fogo eterno.

Como consequência, todos os pecadores que têm vivido no pecado, nele caindo e recaindo, não obstante suas muitas confissões, devem fazer uma Confissão geral com verdadeira dor e remorso. Somente deste modo podem ter sossego e esperança de salvação eterna.

Porque andar sempre nos pecados é próprio dos condenados cá neste mundo, e quem assim vive não pode esperar de Deus senão o castigo lá no inferno. Cuidado em transformar em sacrilégio o ato divino da Confissão, Sacramento instituído pelo próprio Jesus em pessoa.

Aproveitai-vos destes Ensinamentos, se quereis reformar a vossa vida e conseguir as bem-aventuranças.

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Todos estes Ensinamentos me foram ditados por Nosso Senhor Jesus Cristo. Cada palavra com toda a sua força, cada passagem, cada advertência, tudo Jesus bondosamente ditou para o bem de vossas almas. Ele fala aqui para mim e para todos aqueles que têm sede de Deus, para todos aqueles que querem viver como novas criaturas, livres e despidas do pecado e totalmente entregues a Deus.

Nosso Senhor citou várias frases de Santos que eu não conheço ou de cujas vidas tenho bem pouco conhecimento. Mas, Ele disse que todos estes Ensinamentos vieram d’Ele, Ele já os havia transmitido nos séculos passados, mas foram esquecidos. Portanto, Ele não veio trazer o novo, mas mostrar-nos uma realidade, através destes Escritos dados à humanidade em outros tempos.

As passagens bíblicas citam algumas direcionadas por Jesus, mas não posso dizer a que tempo estão relacionadas ou em que Livro. Eu, apenas abri meus ouvidos para o Senhor e Ele mesmo ditou estas Mensagens, para meu melhoramento espiritual. Guardei estes Ensinamentos até o presente e agora, sob a direção do mesmo Senhor, coloco-os neste Livro, para instrução de muitos que passarão pelo AVISO do Senhor e que o Senhor não quer encontrá-los dormindo.